Será que os restaurantes sabem usar as redes sociais?

Olá meus amores!

Chegamos ao nosso segundo artigo como colunista desse time INCRÍVEL de Consultores Especialistas em Negócios de Alimentação!

E hoje eu trouxe um tema que tem sido bastante questionado nos meus processos de consultoria: AS REDES SOCIAIS!

Muitos donos ainda têm receio de investir em marketing, pois acham que é algo simples de fazer e que não traz muito retorno.

“Então pra que investir, Nathy?

Eu sei fazer isso! Já posto as fotos do prato nas minhas redes sociais!

Meu feed é lindo!

Meus pratos são lindos!”.

Se você se identificou com essa frase, então este artigo é para você!

Primeiro, precisamos entender que Instagram e Facebook não são necessariamente redes sociais para meios de venda direta.

Nem todo mundo entende isso.

E é justamente por não compreenderem que fazem das redes sociais um catálogo de produto.

É muito comum vermos perfis de restaurantes nas redes sociais que possuem somente fotos de pratos.

Os pratos são lindos?

Muitas vezes sim!

Mas a questão não é essa.

Pessoas se conectam com pessoas e não com produtos!

Vamos por partes?

Existem basicamente duas formas de nos relacionarmos.

A primeira delas é na base da transação, da troca.

Eu te mostro meu produto e, se você gostar, me paga para compra-lo.

Simples assim.

Essa conexão acaba a partir do momento que surgir outra pessoa vendendo algo melhor ou igual ao seu, só que mais barato.

Natural, né?

Produto por produto, fico com o que tiver melhor custo-benefício.

Se você entrar nesse ciclo, não vai conseguir sair tão cedo e vai ter que vender cada vez mais barato, pois vai atrair clientes “vampiros” que vão sugar a sua alma, além de te trocar pelo Zé das Couves que vende por um real a menos.

E se você vende cada vez mais barato, não consegue investir em nada, porque o dinheiro não entra e você está constantemente disputando preço nessa faixa de mercado saturada de profissionais medianos que vendem commodities, ou seja, produto sem nenhum valor agregado e que é facilmente copiado.

A segunda forma de relacionamento é na base da essência, do DNA.

Quem copia DNA? Ninguém.

E se alguém tentar, vai ficar muito claro para o cliente quem é a cópia e quem é o original.

Esse nível de relacionamento não é superficial como o outro.

Mas Nathy, como eu faço isso?

E o que as redes sociais têm a ver?

TÊM TUDO A VER!

Como usar as redes sociais para se relacionar com seus clientes?

Você pode usar o seu Instagram não como cardápio, mas para se relacionar com seus clientes através dos seus valores e, assim, atrair para sua empresa quem possui os mesmos valores que você.

O produto pode até mudar, mas a essência é a mesma.

Seu cliente acredita na mesma coisa que você.

Conte a história do seu restaurante.

Se o processo de seleção de mercadorias for diferenciado, comunique isso.

Você valoriza o pequeno agricultor?

CONTE ISSO!

Pessoas se conectam com pessoas e não com produtos!

Se você parar pra falar só do seu produto, poucos vão te ouvir porque já tem muita gente falando de produto.

Mas o que rege a sua empresa?

O que conecta de verdade são as verdades que cada um carrega.

O desenvolvimento de uma marca requer clareza de valores.

Sobre posicionamento nas redes sociais, vou explicar a vocês três níveis.

Os três níveis de posicionamento nas redes sociais

NÍVEL 1: é você falando de você mesmo.

Ex.: iogurteira Top Therm. Quem não lembra da voz daquela mulher dizendo como a iogurteira era maravilhosa?

E a Tek Pix, gente?? Já entenderam, né?

NÍVEL 2: seu cliente ou outras pessoas falando de você.

Aqui já temos mais credibilidade, pois não existe propaganda melhor do que aquela feita por um cliente satisfeito.

E mais: é de graça!

NÍVEL 3: neste nível de comunicação, você usa histórias de outras pessoas para comunicar seus valores.

Você não fala de você e nem do seu produto de forma direta.

Você comunica o seu valor.

Exemplo: vamos supor que, no seu restaurante, seu maior valor seja a honestidade.

Você não precisa fazer postagens dizendo o quanto você é honesto.

De repente, entre os seus funcionários você pode ter histórias de pessoas que ressignificaram problemas na vida usando a honestidade como principal pilar.

Conte essa história e, no final, escreva: É NISSO QUE A GENTE ACREDITA!

NA HONESTIDADE COMO BASE DE TODAS AS COISAS!

Você atrai clientes com valores iguais aos seus e, de quebra, ainda valoriza um funcionário seu. Legal, né?

Essa técnica você pode usar com funcionários, clientes e também fornecedores.

É uma excelente estratégia de marketing para a empresa e valorização daqueles que estão caminhando ao seu lado.

Em qual nível de propaganda a sua empresa está?

Se eu entrar agora no seu Instagram, ele passa no teste da iogurteira Top Therm?

Para finalizar, vou deixar aqui quatro tópicos para nortearem vocês na hora de criarem um anúncio.

Formas de criar conteúdos

1 – As dores do seu cliente: quais os desafios do seu cliente?

Ex.: se você tem um restaurante de comida saudável, um dos maiores desafios pode ser “sobremesas gostosas sem açúcar e sem gosto residual de adoçante” ou “muita gordura e muito sal no preparo do alimento”;

2 – Lista de sonhos do seu cliente: necessidades, desejos, sonhos que seu cliente pode realizar através do seu negócio.

Ex.: mantendo o raciocínio do restaurante saudável, um sonho pode ser “comer mais saudável fora de casa” ou “comer doce sem culpa”.

Com isso em mente, pense nas melhores dicas que você pode compartilhar com o seu cliente antes dele comprar de você. Sim!

Agregue valor antes de vender!!!

3 – Benefícios do seu produto: quais os problemas que o seu produto resolve?

Quais os medos que você pode tirar da cabeça do seu cliente?

4 – O que se passa na cabeça do seu cliente para não comprar de você?

Você precisa entender o seu cliente para antecipar os argumentos de rejeição que possam existir.

Utilize com sabedoria as informações dos tópicos anteriores e crie argumentos para despertar o desejo de compra no seu cliente.

Não é persuasão.

É desejo de compra.

Venda conceito e não sabor. S

abor está atrelado à qualidade, o que é sua obrigação e não um diferencial.

A Redbull vende energia para voar.

Johnny Walker vende “desbravar desafios”.

Coca cola vende felicidade em família.

O QUE VOCÊ VENDE ALÉM DE COMIDA?

Divulgue isso nas redes sociais.

Espero que tenham gostado do tema dessa semana!

E deixo aqui uma frase para vocês refletirem:

Esqueçam esse negócio de taxa de conversão de clientes, pois ela trata pessoas como números. Pensem na taxa de conexão com clientes, pois você vai começar a tratar pessoas como pessoas.

Use o fator humano para se diferenciar nas redes sociais também!

Nathalia Ramos

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