Como o Coronavírus tem afetado o Mercado de Alimentação Fora do Lar?

Desde que o Coronavírus chegou no Brasil sentimos de perto todas as consequências que uma pandemia como esta pode trazer, inclusive ao setor de alimentação fora do lar, que perante outras crises é um setor pouco afetado e que se recupera mais rápido.

O que é o Coronavírus?

O novo agente do coronavírus foi descoberto em 31 de dezembro de 2019 após casos registrados na China.

Provoca a doença chamada de coronavírus (COVID-19).

Os sinais e sintomas do coronavírus são principalmente respiratórios, semelhantes a um resfriado. 

Podem, também, causar infecção do trato respiratório inferior, como as pneumonias.

Os principais são sintomas conhecidos até o momento são:

  • Febre.
  • Tosse.
  • Dificuldade para respirar.

As investigações sobre as formas de transmissão do coronavírus ainda estão em andamento, mas a disseminação de pessoa para pessoa, ou seja, a contaminação por gotículas respiratórias ou contato, está ocorrendo.

Qualquer pessoa que tenha contato próximo (cerca de 1m) com alguém com sintomas respiratórios está em risco de ser exposta à infecção.

É importante observar que a disseminação de pessoa para pessoa pode ocorrer de forma continuada.

A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer por contato pessoal com secreções contaminadas, como:

  • gotículas de saliva;
  • espirro;
  • tosse;
  • catarro;
  • contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão;
  • contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

O período médio de incubação por coronavírus é de 5 dias, com intervalos que chegam a 12 dias, período em que os primeiros sintomas levam para aparecer desde a infecção.

Até o momento, não há informações suficientes de quantos dias anteriores ao início dos sinais e sintomas uma pessoa infectada passa a transmitir o vírus.

Cuidados Básicos para reduzir a Contaminação

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o coronavírus. Entre as medidas estão:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

Em 3 de fevereiro de 2020, o Ministério da Saúde declarou Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) em decorrência da infecção humana pelo novo Coronavírus (COVID-19), por meio da Portaria MS n° 188, e conforme Decreto n° 7.616, de 17 de novembro de 2011.

A Portaria MS n° 188 também estabeleceu o Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE-COVID-19) como mecanismo nacional da gestão coordenada da resposta à emergência no âmbito nacional, ficando sob responsabilidade da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS) a gestão do COE-COVID-19.

Coronavírus e o Mercado de Alimentação Fora do Lar

As mudanças no mercado de alimentação fora do lar foram acontecendo aos poucos.

Com as orientações do Ministério da Saúde e da ANVISA sobre as pessoas que estão no grupo de risco, como os idosos, os serviços de alimentação já precisaram se organizar, liberando seus colaboradores que fazem parte do grupo de risco para ficar em casa durante esse período.

Com isso os estabelecimentos já sentiram uma queda no número de clientes, estes clientes que foram orientados a ficar em casa por fazer parte do grupo de risco.

Com o aumento do número de casos outras medidas foram adotadas, com o objetivo de evitar aglomerações o número de atendimentos nos estabelecimentos foi reduzido, assim como as mesas mais espaçadas para minimizar o contato entre os clientes e em vários locais a redução do horário de funcionamento do estabelecimento.

As equipes dos estabelecimentos foram orientadas em relação a lavagem frequente das mãos e o uso do álcool gel, sobre a higienização das mesas, cadeiras, cardápios e todos os utensílios que os clientes tivessem contato.

Álcool gel foi disponibilizado aos clientes também em locais estratégicos como na entrada do estabelecimento, próximo aos buffet e nos banheiros.

Os estabelecimentos que faziam uso de guardanapos de tecido substituíram por guardanapos de papel.

Colaboradores com sintomas foram afastados e a carga horária de trabalho foi reduzida em muitos locais.

Por fim, prefeituras e governos anunciaram a paralisação dos comércios não essenciais para minimizar drasticamente a circulação da população e com isso reduzir o contágio da doença.

Em São Paulo, por exemplo, a partir desta terça feira, 24 de março de 2020, tudo deve estar fechado.

A medida obriga o fechamento do comércio e mantém apenas os serviços essenciais, como nas áreas de Saúde e Segurança.

A publicação do decreto será feita no Diário Oficial do estado.

Poderão continuar funcionando na quarentena:

  • Hospitais, clínicas, farmácias e clínicas odontológicas;
  • Transporte público;
  • Transportadoras e armazéns;
  • Empresas de telemarketing;
  • Petshops;
  • Deliverys;
  • Supermercados;
  • Limpeza pública;
  • Postos de combustível.

Terão de fechar as portas:

  • Bares;
  • Restaurantes;
  • Cafés;
  • Casas noturnas;
  • Shopping centers e galerias;
  • Academias e centros de ginástica;
  • Espaços para festas, casamentos, shows e eventos;
  • Escolas públicas ou privadas.

As transportadoras, armazéns, serviços de transporte público, serviços de call center, petshops, bancas de jornais, táxis e aplicativos de transporte continuam funcionando com as orientações dos sanitaristas.

Bares, cafés e restaurantes podem manter o funcionamento em sistema de delivery e/ou drive thru.

“As ações de bares, restaurantes, similares, assim como a parte de alimentação preparada das padarias sofrerão neste período de coronavírus, obviamente, uma transformação. O uso de delivery é uma forma criativa de seguirem funcionando e manterem os empregos de seus profissionais.”

“Esta medida poderá ser renovada, estendida ou suprimida se houver necessidade, mas ela faz parte das informações que nós temos, embasadas da Secretaria de Saúde e do Centro de Contingência do Covid-19”, acrescentou o governador. (G1)

Em todo o país a medida de isolamento foi tomada, e para os serviços de alimentação somente o sistema de delivery está autorizado a funcionar.

Consequências para o Mercado de Alimentação Fora do Lar

Com o fechamentos das portas dos estabelecimentos sofremos várias consequências sérias, sendo a financeira a mais grave, pois prejudica a todos.

Com a queda drástica do número de clientes não há entrada de dinheiro no caixa o que afeta diretamente o pagamento de contas fixas, de fornecedores e principalmente de salários e benefícios dos colaboradores.

Alguns estabelecimentos já demitiram funcionários e aqueles que já estavam fragilizados antes dessa crise, fecharam as portas definitivamente.

Alguns estabelecimentos estão perdendo também seus estoques por conta da baixa de clientes, o que só aumenta os prejuízos.

Donos de estabelecimentos buscam nas associações, nos sindicatos e até por parte do governo orientações sobre o que fazer, quais medidas adotar.

Risco de colapso

O coronavírus pode ser fatal para bares e restaurantes.

O faturamento derrete, com quedas de 30% a 70% em algumas cidades.

Apesar da difícil situação fiscal no país, a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) acredita que o momento pede medidas excepcionais para evitar a quebradeira geral, afinal, são seis milhões de trabalhadores do setor que precisam ter seus empregos preservados, enquanto durar a crise.

O pedido de todos é um só: que o governo ajude a pagar os salários e evite demissões em massa no setor, deixando milhões de famílias brasileiras sem condições de se sustentar.

“Depois de lançar na semana passada medidas de emergência para a área da saúde e para assistir aos trabalhadores informais, Paulo Guedes está na iminência de anunciar um pacote de iniciativas para tentar reerguer alguns setores da economia abalados com a pancada do coronavírus. Os primeiros beneficiados serão a aviação, a hotelaria e os bares e restaurantes.” (O Globo)

Delivery como Estratégia Emergencial

Em um momento como esse é preciso usar os meios possíveis para manter a economia girando, mesmo que de forma desacelerada, e os comércios de alimentos funcionando mesmo que de forma mais limitada.

O delivery tem sido uma saída para muitos estabelecimentos, que estão fazendo uso dos aplicativos de delivery como Ifoods, UBEReats e Rappy para manter a venda de suas refeições e evitar a perda de um estoque adquirido antes do isolamento.

Com isso é possível reduzir o prejuízo de um fechamento total sem previsão de reabertura.

Reduza seu cardápio, para manter um estoque mais enxuto, dessa forma reduzimos gastos com compras e possíveis perdas também.

Com a população isolada a melhor saída para a compra de alimentos é o delivery, para isso os estabelecimentos devem capacitar colaboradores e motoboys para o preparo e a entrega segura dos alimentos.

Alguns estabelecimentos estão enviando junto com a entrega lencinhos umedecidos antissépticos para as mão, uma dica para quem quer inovar.

Cada dia é um novo dia, não sabemos por quanto tempo ainda estaremos nesta situação, mas cada medida deve ser tomada de acordo com as orientações do Ministério da Saúde e da ANVISA.

Nós também queremos ajudar

Não, nós, infelizmente, não estávamos preparados para uma crise como essa e por isso queremos ajudar!

Sou consultora de alimentos há mais de 10 anos e ajudo os serviços de alimentação em seu crescimento, em inovação, diferenciação e no atendimento a fiscalização sanitária.

Hoje não estou aqui para te apresentar uma proposta de serviços, mas para me colocar a disposição e ajudar você dono de um negócio de alimentação, de forma gratuita, com suas dúvidas, suas necessidades, com seus medos e incertezas…

Quero dizer que você pode contar comigo e com toda a equipe do Consultora de Alimentos!

Nosso e-mail é duvidas@consultoradealimentos.com.br estamos de plantão para ser útil para você neste momento onde devemos nos unir e reerguer juntos o mercado de alimentação fora do lar de nosso país!

Se você leitor tiver alguma sugestão que está ajudando seu negócio deixe aqui nos comentários, vamos nos ajudar!!

Mayara Vale