Olá meus amores! Bem vindos ao meu primeiro artigo como colunista do time Mayara Vale! E já vamos começar com um tema bem profundo, né?

Vamos lá então!

Resolvi falar sobre esse tema porque é muito comum as pessoas me perguntarem sobre o meu maior desafio nos processos de consultoria e sobre um dos maiores segredos de um restaurante de sucesso.

Eu resumo tudo isso em duas palavras: O DONO.

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Digo isso porque nem sempre “o buraco é mais embaixo”.

Na grande maioria das vezes (podem acreditar!), o buraco é MAIS EM CIMA.

O dono pode ser um gargalo da própria empresa se ele não tiver capital intelectual e emocional suficiente para o negócio.

Ter um restaurante de sucesso não é só sobre ter dinheiro para investir, mas também sobre COMO GERIR ESSE DINHEIRO DENTRO DOS PROCESSOS instalados no restaurante.

Quando o dono não tem a vivência, ele tende a achar que seu negócio é uma fábrica de dinheiro.

Ele não sabe gerir processos e nem as pessoas que vão fazer com que os processos aconteçam.

Claro que, como dono, você não precisa realizar todo o operacional.

Você precisa saber contratar as pessoas certas para cada função.

Contudo, um “walkabout” é muito bem-vindo, que é quando o dono “passeia” no seu restaurante para ENTENDER questões como: como é feita a gestão do estoque?

Como é o processo de compras?

Como que é feita a seleção de um fornecedor?

Como é a cozinha no horário de pico?

Quais as condições de trabalho do meu funcionário?

Quem são os meus funcionários e como vivem?

É muito comum as pessoas abrirem restaurantes porque receberam uma boa rescisão e querem investir.

Como “ninguém deixa de comer”, decidem investir em restaurante.

Mas se você não quiser VIVER esse tipo de negócio, NÃO VAI FUNCIONAR.

O dono precisa estar inserido dentro da realidade do mercado no qual atua.

  • Qual tipo de restaurante você tem ou quer ter? Fast food? Midscale? Upscale?
  • Qual o perfil de cliente ideal que você quer atender?
  • Qual o teu potencial de faturamento?
  • Qual o prazo para retorno do seu investimento?
  • Você já trabalha no ponto de equilíbrio?

Sem essas respostas (e outras mais também…) o dono tende a cair no “conto do desconto”, ou seja, ele faz conta de padeiro e simplesmente pensa que se não está tendo cliente, é porque o preço está alto.

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E aí faz o quê?

DÁ DESCONTO!

AÍ É ABISMO CERTO!

Desconto atrai, mas não fideliza cliente.

Quem vem pelo preço, vai embora pelo mesmo motivo a partir do momento que você aumentar dois reais.

Além disso, quando você dá desconto, ainda causa outros problemas:

  • Atrai o cliente errado;
  • Desvaloriza a sua marca. Afinal, se está dando desconto, tem algo errado. Quem nunca viu desconto em produto quase vencendo?
  • Educa mal o cliente, pois ele começa a pedir desconto para tudo;
  • Tira o foco do valor e leva para o preço;
  • Afasta os clientes que reconhecem o seu valor e estavam dispostos a pagar o seu preço. São clientes que não estão preocupados com o preço, mas sim com a experiência.

Quando o dono não tem vivência, ele não vê valor em algumas operações e decisões.

Isso leva a uma tomada de decisão equivocada, podendo levar seu negócio a falência.

Se você vai abrir um negócio, seja em que ramo for, entenda que seu negócio faz parte de você e que dinheiro é FINITO.

Tenha maturidade para retirar um pró-labore condizente com o momento do seu negócio e saiba gerir o restante do dinheiro.

Estude seu mercado.

Entenda de gestão.

Seja a pessoa de visão do seu negócio!

Não adianta ter uma equipe brilhante na cozinha se:

  • A gestão for ruim;
  • O dono não entende que é preciso controlar o estoque;
  • O dono não entende que não pode retirar o pró-labore que deseja naquele momento;
  • O dono não entende que o cardápio não está inteligente e muita coisa ali não tem logística favorável;
  • Se ele não tem capital emocional suficiente.

Mas o que seria esse capital emocional, Nathy?

Capital emocional é entender que você vai trabalhar, muitas vezes, até bem mais tarde; é entender que você vai abrir seu negócio aos sábados, domingos e feriados; é entender que o retorno pode demorar para vir (e se essa for sua única fonte de renda na família, converse com seus pais ou parceiro para traçar metas caso o dinheiro não retorne como o esperado); e muitas outras coisas!!!

E sua família próxima precisa também entender e te apoiar nesse processo para evitar conflitos posteriores.

Você precisa estar certo daquilo que você quer para não desistir na primeira dificuldade eu aparecer, pois ela vai aparecer.

E você vai ter vontade de jogar tudo para o alto algumas vezes.

Quem nunca, não é mesmo?

Quer abrir um restaurante?

ESTUDE!

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  • Que tipo de negócio você quer?
  • Qual o ticket médio que você deseja?
  • Qual o giro ideal?
  • O ponto de venda é bom?
  • Quem é o teu avatar (cliente perfeito)?

E converse com quem tem experiência.

Mas não para copiar o que o outro está fazendo.

Faça bom uso dessas informações e adapte-as ao seu negócio.

Afinal, não existe essa questão de que a grama do vizinho é sempre mais verde.

Ela só é mais verde até o momento que ela se torna sua.

O problema não é a qualidade da grama, mas quem cuida dela!

Como você tem cuidado do seu negócio?

Se você é dono ou se você trabalha com treinamento de gestores, qual a sua maior dificuldade?

Nathália Ramos

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