Embalagens celulósicas exigem um controle de temperatura rigoroso para que não haja migração de substâncias nocivas aos alimentos

Logo depois de escrever o artigo sobre a presença do bisfenol A em alguns tipos de embalagens plásticas e enlatados e a migração dessa substância para os alimentos após o cozimento ou aquecimento realizado em embalagens que tenham na sua composição o BPA, li uma notícia sobre uma nova resolução da ANVISA, a RDC N° 90/2016, que determina temperaturas de segurança para o aquecimento de embalagens celulósicas a fim de impedir a migração de substâncias nocivas para os alimentos.

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A RDC N° 90 de 29 DE JUNHO DE 2016 aprova o regulamento técnico sobre materiais, embalagens e equipamentos celulósicos destinados a entrar em contato com alimentos durante a cocção ou aquecimento em forno.

O que seriam essas embalagens celulósicas?

Nas seções destinadas a alimentos congelados nos supermercados podemos ver uma quantidade imensa de produtos que são oferecidos aos consumidores em embalagens cartonadas com a indicação de serem levadas diretamente para cocção.

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Com esta nova resolução, são estabelecidos parâmetros sobre a temperatura máxima de segurança a que estas embalagens podem ser expostas além de estabelecer quais substâncias devem ser empregadas na sua composição e seus limites a fim de que não haja migração destas substâncias para os alimentos causando alterações na composição destes ou nas suas características sensoriais, não trazendo assim riscos à saúde dos consumidores.

Determinação da temperatura de exposição das embalagens

No item 2 do anexo da resolução, estão determinadas as temperaturas de exposição permitida para os materiais, embalagens e equipamentos de papel e cartão que seguirem o determinado na resolução a fim de que não ocorra a passagem de substâncias nocivas para os alimentos.

O cozimento ou aquecimento não poderá ser realizado em temperaturas superiores a 220°C, com exceção para o uso de forno de micro-ondas onde estes processos deverão ser realizados em temperatura de até 150 °C.

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No anexo da resolução, no item 3 está descrita a LISTA POSITIVA DE COMPONENTES, com suas devidas restrições, que poderão ser empregados na fabricação de papel e cartão que ficaram em contato com o alimento durante sua cocção ou aquecimento.

 Ainda de acordo com o proposto em anexo na resolução, as empresas deverão descrever nos rótulos dos seus produtos as devidas instruções para o seu uso e manuseio de forma adequada e segura.

As empresas terão um prazo de 24 meses para se adequar ao proposto na resolução.

Fique atento as novas resoluções

É sempre bom ver resoluções que tem como o principal objetivo de garantir a segurança alimentar dos consumidores, exigindo que as indústrias coloquem todas as informações necessárias em seus produtos a fim de assegurar a saúde de seu público alvo.

Para maiores informações leia a resolução na íntegra.

Se você tiver alguma dúvida ou quiser saber mais alguma informação a respeito do assunto abordado, deixe um comentário abaixo.

Colunista: Bruna Maretti

REFERÊNCIAS

http://foodsafetybrazil.org/aquecimento-alimentos-embalagens-celulosicas/

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